26 dezembro 2009

Até 2010!!!


Em 2010
Desejo saúde, prosperidade, responsabilidade, bem estar.
Cultivar a esperança e a justiça.
Feliz Ano Novo!

Estarei off line durante as próximas semanas...
Até o ano que vem!

14 dezembro 2009

Agora é a Ivete que vai me fazer passar desaforo!?

Ontem numa festa de uma amiguinha do Júlio encontrei uma colega do Inpe e seu pequeno príncipe de cinco meses, o Guilherme. Ela lembrou de uma mensagem que escrevi logo após o nascimento da Luiza, em fevereiro de 2009. Acredito que esteja se identificando com algumas colocações feitas. Coisas de puerpério...
Resolvi transcrever aquela mensagem que trazia referências a Claudia Leite. Este verão é a Ivete Sangalo. Depois de parir um filho, já disse que vai pular Carnaval, malhar e aparecer linda e de barriga chapada pra desaforo de todas nós que não conseguimos isto (n motivos, certo?! Todos válidos). O pior é que elas aparecem na capa da Boa Forma... Fazer o quê...
Segue a mensagem. Em solidariedade a Karine que, também linda, curte muito o seu fofíssimo Guilherme.

"Reflexões sobre o pós-parto: eu não sou a Cláudia Leite!

Queria, em primeiro lugar, agradecer a todos pelos votos de saúde e felicidades para minha família. Todos que escreveram e/ou ligaram. Gostaria de responder a cada um. Infelizmente é impossível! Ao contrário da claudia leite, eu não consigo cumprir uma agenda!!!

O adjetivo mais usado nos nos últimos meses por vocês, “coragem”, pelo fato de termos a Luiza aqui em tão pouco tempo após o nascimento do Júlio, parece se aplicar bem em alguns momentos. Sempre me considerei uma pessoa particularmente corajosa. Antes de decidir algo, eu costumo ruminar bastante o assunto, pesar prós e contras, ficar com as dúvidas e seguir com certa segurança. Vide as últimas decisões tomadas e acontecimentos enfrentados nestes cinco últimos anos. Mas confesso que nestes meses que passaram me considerei mais louca que corajosa...

Estou aliviada por estar em casa! Estar no hospital ou em casa faz diferença pelo conforto: em casa você fica mais à vontade, faz as coisas do seu jeito, no hospital há pessoas desconhecidas, horários impostos.

E, tendo agora passado o parto e já em casa com a Luiza (e o Júlio!), acredito firmemente que ser mãe é uma questão de entrega. Quanto mais você embarca e deixa as coisas acontecerem, em vez de tentar ficar controlando o processo ou lutando contra tudo e todos, melhor a coisa flui. Claro, estar grávida, parir, criar filhos nos tira da zona de conforto que conhecemos, arranca de nossas vidas a ilusão de que temos tudo calculado. E quanto mais você consegue conviver com a idéia de deixar-se levar, mais leve tudo acontece.

Que a gravidez leva a mulher a extremos, todas sabemos. Uma hora você está irritada como na pior das TPMs, quase latindo, e outra chorando enternecida porque passou um comercial de fraldas ou porque seu colega fez um comentário carinhoso. Mas tudo bem, quando a gravidez se estabiliza, isso tende a passar. E ainda havia a culpa de não conseguir dar a atenção ao Júlio que sempre procurei dar.

A vivência dos extremos atinge seu climax quando o bebê nasce. Aí, você passa de centro das atenções a última das moicanas. Explico: durante a gravidez todo mundo quer saber, curte a barriga, se interessa pela sua vida e a do bebê, faz gentilezas, protege, dá lugar no ônibus. Uma beleza. Somos as rainhas da criação.

Então, o bebê finalmente nasce e você se sente dispensável, o último dos seres. O mundo (e você incluída) só tem olhos para seu filho. Para piorar, você está inchada e cheia de dores após a cesariana, sua barriga está murcha, no meio do caminho entre o que era na gravidez e o que foi um dia, seu cabelo não recebe corte há muuuuitos meses, você daria seu reino por uma manicure, seu peito dói e pinga leite e seu papo não varia.
Não, nós pobres mortais, não ficamos magras em três semanas, não conseguimos cumprir qualquer agenda, mal conseguimos atender ao telefone, tomar um banho ou dormir. A Claudia Leite está nos enganando.

Fatalmente, sua cabeça indica que você vai passar o resto da existência contando o tempo de 3 em 3 horas ou entre mamada e mamada, sem espaço para mais nada a não ser mal dar conta daquele serzinho que invadiu o pedaço e tomou a vida de todos de assalto.

Por favor, me garantam que isso vai passar!! (Existe vida após os filhos?!).
Eu sei que, em geral, em no máximo 2 meses o bebê entra numa rotina, aos poucos ele vai ficando mais autônomo, ganhando independência e, acredite: um dia você vai entender por que ele chora, vai parar de pingar leite por aí, ainda vai ler um livro inteiro, dormir um intervalo superior a quatro horas, conseguirá ir ao cinema e será capaz de ter uma conversa de adultos. Podem apostar. Eu estou só aguardando a minha vez!

E, enquanto isso, curtindo a mocinha bonitinha e preguiçosa que baixou aqui em casa para bagunçar ainda mais o coreto! E, claro, lutando comigo mesma para não estressar tentando ter tudo sob controle!!!

Obrigada a todos que ajudaram e estão ajudando nestes últimos meses e nestes difíceis primeiros dias. Não conseguiria sem vocês!

Ah! Quem souber onde comprar a cinta que "a claudinha" estava usando na aparição no último domingo, no Fantástico, por favor, me avise!!!! (ou será que ela tirou um par de costelas!?)

Beijos e abraços. Prometo fotos em breve!"

07 dezembro 2009

O espírito de Natal e o mico de Natal (o primeiro de muitos!?)

Como estou em dívida (comigo mesma, claro!), serão "dois em um"...

O espírito do Natal

O Júlio está encantado com o início das festividades do Natal. As luzes, as árvores, o Papai Noel, os presentes... Inicialmente estava fazendo certa confusão entre "os papais", Papai Noel, Papai Gastão, Papai do Céu. Depois de um dvd sobre o tema, a ida a missa num domingo e algumas explicações, tudo ficou mais claro. Porém, todos "os papais" comemoram e fazem parte do Natal! Pelo jeito, o garoto entendeu bem "o espírito da coisa"... Ele só continua com uma idéia "invertida", mas bem simpática: somos nós que damos presentes ao Papai Noel e a nossa árvore está repleta de caixas vazias, cuidadosamente embrulhadas com lindos papéis e fitas. Todas para o Papai Noel!
Antes de conseguir fazê-lo dormir, precisamos verificar se todos os vizinhos, casas, apartamentos, prédios dos arredores lembraram de acender suas árvores, enfeites, etc. Quem não acendeu, "está dormindo e precisa ser acordado", para lembrar que é Natal e que as luzes têm que estar acesas nas noites de dezembro para que o meu pequeno anjo de cabelos dourados durma em paz...

O mico do Natal

Festinha de final de ano na escolinha do Júlio. Com direito a apresentação e tudo. Nosso pequeno “cantor de chuveiro” vai se apresentar num palco. Um verdadeiro artista.
Chegamos no local e a atmosfera era um tanto confusa e diria até desorganizada. Uma das professoras tomou o Júlio de nós dizendo que ele precisava se preparar para a apresentação. Seria a próxima. As crianças menores que o Júlio cantavam com os professores e pais num circulo feito no chão em meio a uma incrível balburdia, pessoas e crianças totalmente desinteressadas, barulho, desrespeito aos pequeninos que se esforçavam nos seus movimentos aleatórios e pelo simples prazer de usar braços e mãos. Ah! E vozes, afinal, estavam cantando! Apesar de ser simplesmente impossível ouvi-los. Ao fim da apresentação dos “alunos do berçário”, a diretora da escola tenta através do microfone avisar sobre o funcionamento das próximas apresentações.
A cortina se abre e lá estão eles, fantasiados de abelhinhas, tão pequeninos quanto os primeiros, com seus movimentos particulares, seus olhares assustados, alguns certos do poder de suas ações. O meu pequeno e assustado “zangão” está bem ao centro, mantém as mãos entrelaçadas, como costuma fazer em situações que exigem paciência e reflexão (aguardar o prato de comida é uma delas!). Não esboça qualquer intenção de dançar ou cantar. Com o dedo indicador aponta e diz “papai”. Após alguns estímulos das professoras, poucos se põem a cantar e dançar. Tudo dura cerca de dois minutos e a cortina se fecha sob o aplauso dos pais. O barulho e a movimentação continuam. E é assim que “the show must go on...” em meio a máquinas e filmadoras.
Saímos de lá um tanto atordoados e nos perguntando, “Será que precisa disso?” “Por que estamos tão decepcionados?” “Será porque nosso pequeno cantor não se revelou o grande artista e cantor que acreditamos que ele seja (e será!)?
Estamos mesmo indo longe demais. Sempre na expectativa que nossos filhos sejam verdadeiros prodígios, transformando as brincadeiras e divertimentos da infância em verdadeiras realizações (pessoais!?). Meu filho adora dançar e cantar, ouvir seus CDs e “tocar” seus instrumentos de plástico e isopor. E isto nada tem a ver com o fato de que será ou não um músico talentoso. Ele está apenas brincando. Mas já pensamos em domar essa felicidade, afiar seu talento para torná-lo arte. Não sou a primeira nem a última mãe ansiosa em guiar o filho até o topo. Mas vamos com calma...
O que esperar então de uma apresentação de final de ano da escola?
Conhecer os professores e funcionários que não conhecemos, os coleguinhas, os pais deles, as músicas que eles cantam na escola, ok, por que não? Confraternização, entrosamento. Olhar um pouco o outro. E não filmar e fotografar o tempo todo o próprio filho. Uma verdadeira obsessão com nossas próprias crias. Sem dar a mínima para as outras crianças. Chegamos a conclusão que esse “eu-primeiro”, refletido no comportamento dos pais na festa, no estacionamento é que nos incomodou.
Será que é assim que criaremos nossas crianças? Apenas para nos agradar, nos fazer alegres, orgulhosos? Eu queria muito não ser assim. Quero que meus filhos se desenvolvam no tempo e espaço delas, com calma, respirando, ficando à toa. Livres, felizes, relaxados, aborrecidos algumas vezes. Que tenham coragem de assumir riscos, cometer erros, sonhar, ter prazer, se decepcionar e fracassar. Não é fácil, claro, vencer o medo e achar o equilíbrio para se retirar na hora certa.
Bom, pelo menos da festa, a gente escapou na hora!

Gostaria de postar o vídeo com nossa tímida abelhinha, mas ainda não sei fazer isto. Sem traumas, eu chego lá!