Ontem numa festa de uma amiguinha do Júlio encontrei uma colega do Inpe e seu pequeno príncipe de cinco meses, o Guilherme. Ela lembrou de uma mensagem que escrevi logo após o nascimento da Luiza, em fevereiro de 2009. Acredito que esteja se identificando com algumas colocações feitas. Coisas de puerpério...
Resolvi transcrever aquela mensagem que trazia referências a Claudia Leite. Este verão é a Ivete Sangalo. Depois de parir um filho, já disse que vai pular Carnaval, malhar e aparecer linda e de barriga chapada pra desaforo de todas nós que não conseguimos isto (n motivos, certo?! Todos válidos). O pior é que elas aparecem na capa da Boa Forma... Fazer o quê...
Segue a mensagem. Em solidariedade a Karine que, também linda, curte muito o seu fofíssimo Guilherme.
"Reflexões sobre o pós-parto: eu não sou a Cláudia Leite!
Queria, em primeiro lugar, agradecer a todos pelos votos de saúde e felicidades para minha família. Todos que escreveram e/ou ligaram. Gostaria de responder a cada um. Infelizmente é impossível! Ao contrário da claudia leite, eu não consigo cumprir uma agenda!!!
O adjetivo mais usado nos nos últimos meses por vocês, “coragem”, pelo fato de termos a Luiza aqui em tão pouco tempo após o nascimento do Júlio, parece se aplicar bem em alguns momentos. Sempre me considerei uma pessoa particularmente corajosa. Antes de decidir algo, eu costumo ruminar bastante o assunto, pesar prós e contras, ficar com as dúvidas e seguir com certa segurança. Vide as últimas decisões tomadas e acontecimentos enfrentados nestes cinco últimos anos. Mas confesso que nestes meses que passaram me considerei mais louca que corajosa...
Estou aliviada por estar em casa! Estar no hospital ou em casa faz diferença pelo conforto: em casa você fica mais à vontade, faz as coisas do seu jeito, no hospital há pessoas desconhecidas, horários impostos.
E, tendo agora passado o parto e já em casa com a Luiza (e o Júlio!), acredito firmemente que ser mãe é uma questão de entrega. Quanto mais você embarca e deixa as coisas acontecerem, em vez de tentar ficar controlando o processo ou lutando contra tudo e todos, melhor a coisa flui. Claro, estar grávida, parir, criar filhos nos tira da zona de conforto que conhecemos, arranca de nossas vidas a ilusão de que temos tudo calculado. E quanto mais você consegue conviver com a idéia de deixar-se levar, mais leve tudo acontece.
Que a gravidez leva a mulher a extremos, todas sabemos. Uma hora você está irritada como na pior das TPMs, quase latindo, e outra chorando enternecida porque passou um comercial de fraldas ou porque seu colega fez um comentário carinhoso. Mas tudo bem, quando a gravidez se estabiliza, isso tende a passar. E ainda havia a culpa de não conseguir dar a atenção ao Júlio que sempre procurei dar.
A vivência dos extremos atinge seu climax quando o bebê nasce. Aí, você passa de centro das atenções a última das moicanas. Explico: durante a gravidez todo mundo quer saber, curte a barriga, se interessa pela sua vida e a do bebê, faz gentilezas, protege, dá lugar no ônibus. Uma beleza. Somos as rainhas da criação.
Então, o bebê finalmente nasce e você se sente dispensável, o último dos seres. O mundo (e você incluída) só tem olhos para seu filho. Para piorar, você está inchada e cheia de dores após a cesariana, sua barriga está murcha, no meio do caminho entre o que era na gravidez e o que foi um dia, seu cabelo não recebe corte há muuuuitos meses, você daria seu reino por uma manicure, seu peito dói e pinga leite e seu papo não varia.
Não, nós pobres mortais, não ficamos magras em três semanas, não conseguimos cumprir qualquer agenda, mal conseguimos atender ao telefone, tomar um banho ou dormir. A Claudia Leite está nos enganando.
Fatalmente, sua cabeça indica que você vai passar o resto da existência contando o tempo de 3 em 3 horas ou entre mamada e mamada, sem espaço para mais nada a não ser mal dar conta daquele serzinho que invadiu o pedaço e tomou a vida de todos de assalto.
Por favor, me garantam que isso vai passar!! (Existe vida após os filhos?!).
Eu sei que, em geral, em no máximo 2 meses o bebê entra numa rotina, aos poucos ele vai ficando mais autônomo, ganhando independência e, acredite: um dia você vai entender por que ele chora, vai parar de pingar leite por aí, ainda vai ler um livro inteiro, dormir um intervalo superior a quatro horas, conseguirá ir ao cinema e será capaz de ter uma conversa de adultos. Podem apostar. Eu estou só aguardando a minha vez!
E, enquanto isso, curtindo a mocinha bonitinha e preguiçosa que baixou aqui em casa para bagunçar ainda mais o coreto! E, claro, lutando comigo mesma para não estressar tentando ter tudo sob controle!!!
Obrigada a todos que ajudaram e estão ajudando nestes últimos meses e nestes difíceis primeiros dias. Não conseguiria sem vocês!
Ah! Quem souber onde comprar a cinta que "a claudinha" estava usando na aparição no último domingo, no Fantástico, por favor, me avise!!!! (ou será que ela tirou um par de costelas!?)
Beijos e abraços. Prometo fotos em breve!"
14 dezembro 2009
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Vou te confessar uma coisa, qdo vc mandou este e-mail, eu estava grávida da Taís, e pensei, acho que vou guardar este e-mail pq qdo ela nascer, vou precisar dele...saber/lembrar que não enlouqueci sozinha, que é dificil para a maioria das mortais e foi assim mesmo, num destes dias de puerpério (que só quem já passou tem ideia do que é...) lembrei dele, e vim correndo ler para me consolar. Pelo visto, vc estava inspirada e traduziu em palavras o que sentem as puérperas que não estão na capa da Boa Forma. Hahahah, e Taís ja tem 8 meses e ainda tenho que perder 6 kg!!!bjs Maura
ResponderExcluirAdorei este relato :) beijinhos
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